Foi e (estranhamente) continua a ser um dos casos que mais tinta fez correr na imprensa portuguesa: o caso Seabra/Castro. E antes de começarmos já a gozar "ah ah ah, se abra, Castro" há que ter consciência que foi/é uma situação muito séria! E com muitas consequências!
A primeira, e na minha óptica, a mais importante, a emergência do saca-rolhas como utensílio de cozinha/arma branca(ou de várias cores)/prenda perfeita. Porque não podemos negar o protagonismo que este utensílio de cozinha/arma branca(ou de várias cores - que depois se tornou na prenda perfeita) teve na história. Pela primeira vez um saca-rolhas foi usado para mais do que abrir uma garrafa... foi usado para descascar tomates!
O saca-rolhas subiu tanto na consideração dos portugueses que se tornou, desde logo, instrumento de auto-defesa (em vez das típicas "navalhitas de capar grilos" ou naifas)... Subiu tanto na consideração dos portugueses que passou a estar em promoção no Pingo Doce! E subiu tanto na consideração dos portugueses, que se o MacGyver fosse feito em Portugal, ele próprio usaria o saca-rolhas em vez do canivete suíço...
A segunda, claramente menos importante, a tentativa de descobrir o porquê do assassinato...
Companheiros de quarto no hotel InterContinetal Times Square em Nova Iorque, diz que Renato Seabra terá alegadamente estrangulado, ferido e seguidamente mutilado Carlos Castro.
Rios de tinta se seguiram sobre as possíveis causas do terrível homicídio. Vingança, desejo de fama, momento de loucura, foram as explicações (para os entendidos) mais plausíveis. Outras razões tomaram corpo... como o facto de Renato Seabra ter, na verdade, um talento escondido para o futebol (e não para a moda) e, como bom defesa que era, tivesse aptidão para cortar bolas (e que jeito faria agora ao Benfica!)...como o facto de se ter tratado de um acto de pura vingança por Carlos Castro ter roubado os livros de BD a Seabra, e este, sem meias medidas, lhe tivesse tirado os Tintins... o facto já anteriormente referido do rapaz se chamar Se abra, que pode também ter tido um peso psicológico muito grande nesta história...Enfim, cada um chegou com a sua teoria, tentando entrar na mente de Renato Seabra e descobrir o porquê deste horrendo crime...
Apesar de concordar com as primeiras razões que referi, e não desdenhar por completo as segundas, também eu formulei a minha própria teoria...E para mim não se tratou nem de vingança, nem de desejo de subir na vida, nem de tintins... mas sim de uma gigantesca campanha de marketing da Terra Nostra! Sim, leram bem, da Terra Nostra... A ideia pode parecer um pouco descabida de início, mas ganha consistência, sobretudo se compararmos a anterior campanha publicitária da marca, aquele anúncio com o Pauleta; basta repararmos no slogan...A vida não é só bola, está na altura de me dedicar mais às fatias....
Enfim, são coisas que acontecem...
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