Finalmente é Natal, aquela época de paz e fraternidade - menos nas filas das lojas e nas feiras! -, de caridade - menos para as operadoras móveis, que aproveitam o facto das pessoas mandarem mais sms nesta altura para as chularem e não ser à borla! - e a época do ano preferida da EDP. Aliás, umas das famosas músicas alusivas à quadra podia mudar para:
"É Natal, É Natal
Já nasceu Jesus
Ai que grande que está
A conta da luz!"
Mas esta época tem algumas inconsistências. Porque raio é que se faz a Missa do Galo, se quem morre é o peru? Peruquê? I don´t have a "glu" (clue). E essa história de um gajo gordo de barbas, vestido de vermelho enfiar-se num espaço pequeno sufocante não me entra na cabeça. A não ser que estejam a falar do Barbas do Benfica na bancada da Luz em dia de clássico! E, curiosamente, esta não é a única coisa que o Natal tem em comum com o Benfica. O salvador chama-se Jesus e "encarnou" e (Di) Maria carrega a equipa ao colo! Quanto ao Pai Natal, tem um emprego lixado. De todos os dias do ano, o trabalho tinha logo que lhe calhar na véspera de Natal!
Mas voltando ao meu tema inicial, o Natal é uma das melhores e piores épocas do ano. É a época da hipocrisia, daquela de nunca saudar ou falar a uma pessoa durante um ano inteiro, e no dia 24 oferecer rios de prendas embrulhadas em sorrisinhos cínicos, a época da caridade - porque fica bem ajudar quem mais precisa no Natal - e do consumismo, pois o mais importante não é rever aquela determinada pessoa, mas sim o penteado, o que traz vestido e melhor, que prenda nos vai oferecer. E o Natal deveria ser mais, muito mais que isso...
Enfim, Feliz Natal...
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